{"id":1291,"date":"2020-05-24T20:26:57","date_gmt":"2020-05-24T20:26:57","guid":{"rendered":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/?p=1291"},"modified":"2020-05-24T20:29:03","modified_gmt":"2020-05-24T20:29:03","slug":"edicao-08","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/edicao-08\/","title":{"rendered":"Edi\u00e7\u00e3o 08"},"content":{"rendered":"<p>O Jornal de Borda 08 chama-se \u00c1gua Vermelha. Ele foi constru\u00eddo ao longo de quatro encontros no SESC Ipiranga, entre novembro e dezembro de 2019 no curso Publica\u00e7\u00e3o- Mem\u00f3ria no Espa\u00e7o de Tecnologia e Arte.<\/p>\n<p>\u00c1gua Vermelha, edi\u00e7\u00e3o especial Ipiranga<br \/>\nde Jornal de Borda n. 08, ISSN 23593954,<br \/>\ndezembro de 2019.<\/p>\n<p>Concep\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o: Fernanda Grigolin<br \/>\nProjeto gr\u00e1fico: Gabriela Brancaglion<br \/>\nRevis\u00e3o: L\u00edgia Marinho<br \/>\nCapa e mapas: Nara Col\u00f3 Rosetto<br \/>\nTextos: Laura Torelli, Mariana Molina e<br \/>\nZil\u00e1 Strada<br \/>\nTipografia: Luce Fabbri, de Laura Davi\u00f1a.<br \/>\nAgradecimentos: Ipiranga Feelings, Sebo<br \/>\nPura Poesia, Suzete Col\u00f3 Rosetto, Laura<br \/>\nDavi\u00f1a, Orides Cezaretto, Eduardo Arpassy,<br \/>\nKarina Francis Urban e Paulo Silveira.<\/p>\n<p>Fontes: \u00c1lbum de fam\u00edlia de Vanessa<br \/>\nFrederico; \u00c1lbum de fam\u00edlia de Gabriela<br \/>\nBrancaglion; Arquivo do Estado; Arquivo<br \/>\n17; Arquivo Edgard Leuenroth \u2013 AEL\/IFCH<br \/>\n\u2013 Unicamp; Cedem\/Unesp; Cinemateca<br \/>\nBrasileira; Quando a cidade era mais gentil,<br \/>\ndo professor Martin Jayo; S\u00e3o Paulo in foco;<br \/>\nSou Aquela Mulher do Canto Esquerdo do<br \/>\nQuadro, pesquisa de Fernanda Grigolin.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<br \/>\nEcl\u00e9a Bosi. Mem\u00f3ria e sociedade: lembran\u00e7as<br \/>\nde velhos. Companhia das Letras, 1983;<br \/>\nMichel de Certeau. A inven\u00e7\u00e3o do cotidiano<br \/>\nI: artes de fazer &amp; II: morar, cozinhar. Vozes,<br \/>\n2012; Dicion\u00e1rio Online de Tupi; Eduardo<br \/>\nVictorio Morettin. Um ap\u00f3stolo do modernismo<br \/>\nna Exposi\u00e7\u00e3o Internacional do Centen\u00e1rio:<br \/>\nArmando Pamplona e a Independ\u00eancia Film.<br \/>\nArtigo, 2012; Amir El Hakim de Paula. S\u00e3o<br \/>\nPaulo 1917: Os oper\u00e1rios fizeram hist\u00f3ria&#8230;<br \/>\nE tamb\u00e9m geografia. In: Clayton Peron<br \/>\nFranco de Godoy; Lucas Tadeu Marchezin &amp;<br \/>\nRodrigo Rosa da Silva. A greve geral de 2017:<br \/>\nperspectivas anarquistas. Biblioteca Terra<br \/>\nLivre, 2017; Irene da Silva Pedro. Lembran\u00e7as<br \/>\ndas ra\u00edzes, 2014; Margareth Rago. Inventar<br \/>\noutros espa\u00e7os, criar subjetividades libert\u00e1rias.<br \/>\nEditora da Cidade, 2016; Raquel Rolnik. A<br \/>\ncidade e a lei. 3. ed. Studio Nobel, 2003, p.<br \/>\n242 &amp; Cada um no seu lugar, S\u00e3o Paulo,<br \/>\nin\u00edcio da industrializa\u00e7\u00e3o: geografia do poder.<br \/>\nS\u00e3o Paulo, 1981. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado<br \/>\nem Arquitetura), Faculdade de Arquitetura e<br \/>\nUrbanismo, Universidade de S\u00e3o Paulo, 1981.<\/p>\n<p>Abaixo o editorial, escrito por Fernanda Grigolin:<\/p>\n<p><strong>Editorial<\/strong><\/p>\n<p>Aprendi a escutar bem antes de tagarelar. O dom de ouvir foi muito \u00fatil para saber de hist\u00f3rias que nunca<br \/>\nentraram nos livros que l\u00edamos na escola, mas que me formaram como pessoa. Nas rodas de conversa na porta do pr\u00e9dio ou nos arredores do Parque da Independ\u00eancia soube da Greve de 1917, soube das mortes de oper\u00e1rios, soube das casas pagas \u00e0 presta\u00e7\u00e3o com muito custo, soube que as f\u00e1bricas eram muitas e o bairro cheirava \u00e0 fuligem.<\/p>\n<p>Meu av\u00f4 foi trabalhador bra\u00e7al, era um dos homens fortes que carregavam no lombo pap\u00e9is para o fluxo de impress\u00e3o de uma gr\u00e1fica. Come\u00e7ou nisso aos quarenta anos e ficou at\u00e9 os sessenta. Foram duas d\u00e9cadas levando nas costas folhas e folhas que viraram p\u00e1ginas com poesia ou com textos comportados ao status quo. Nunca saberei ao certo se algum poema de Ana Cristina C\u00e9sar foi antes papel carregado por seu Lu\u00eds Grigolin. O que sei \u00e9 que ele, meu av\u00f4, acessava meu universo infantil muito mais que qualquer outro adulto. Falava dos passarinhos, entendia pelo som quem eles eram, e o seu contar da vida na ro\u00e7a era o mantra di\u00e1rio na minha inf\u00e2ncia. Eu aprendi a plantar roseiras com seus ensinamentos. Seu Lu\u00eds chorava quando sentia<br \/>\nvontade. Tinha frases das quais nunca esque\u00e7o: \u201cdinheiro \u00e9 s\u00f3 um peda\u00e7o de papel\u201d, \u201cquem fala demais, fala muita besteira\u201d; uma que me marcou muito foi dita uma vez quando assistia a uma reportagem sobre um pai que havia matado um filho friamente, meu v\u00f4 ficou muito nervoso e disse: \u201cn\u00e3o mato nem passarinho, nunca mataria uma filha\u201d. Subia a Bom Pastor de bicicleta numa \u00e9poca em que n\u00e3o era chique ser ciclista, bike era meio de transporte com classe social demarcada: a baixa.<\/p>\n<p>Seus amigos eram de v\u00e1rias origens, o dono da lot\u00e9rica, o zelador do pr\u00e9dio, o tip\u00f3grafo. Tinha tamb\u00e9m o Miguel, que vinha de vez enquando para eles conversarem. Seu Augusto tamb\u00e9m aparecia \u00e0s vezes e tocava o interfone, minha m\u00e3e o chamava de atleta, pois ele corria no Parque sempre e usava uma regata azul-marinho com listrinhas azuis-celestes. Depois descobri que Augusto era colecionador de livros, seu pai tinha sido anarquista e ele sabia muita coisa. Sabia quem eram os donos das f\u00e1bricas, os oper\u00e1rios e por que muita coisa n\u00e3o era dita ou tinha sido esquecida. Visit\u00e1-lo era sair com a cabe\u00e7a cheia de informa\u00e7\u00f5es, mas minha m\u00e3e n\u00e3o conversava comigo sobre aquilo tudo, s\u00f3 a tia Vanda entrava na conversa. Meu v\u00f4 gostava da amizade<br \/>\nque eu tinha com o Augusto, mas pouco se intrometia na \u201cprosa\u201d.<\/p>\n<p>Fui acumulando hist\u00f3rias por anos e anos. Para ser precisa, por quase duas d\u00e9cadas. Uma hora eu disse:<br \/>\n\u201cchega, ou isso vira uma pesqui- sa de doutorado, ou eu desisto de guardar coisas sobre o Ipiranga\u201d. Na Unicamp, aceitaram a pesquisa, e comecei a escrever. Quatro anos debru\u00e7ada no Ipiranga, no movimento anarquista da Primeira Rep\u00fablica e nas mulheres anarquistas brasileiras, mexicanas e argentinas&#8230; Sou Aquela Mulher do Canto Esquerdo do Quadro nasceu.<\/p>\n<p>AVERMELHADO<\/p>\n<p>Ipiranga: (tupi) y: \u00e1gua ou<br \/>\nrio + piranga: vermelho<br \/>\nDicion\u00e1rio de Tupi on-line<\/p>\n<p>O Ipiranga \u00e9 um bairro formado no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, apesar de sua hist\u00f3ria remeter \u00e0 \u201cindepend\u00eancia\u201d.<br \/>\nNaquela \u00e9poca era um ponto de passagem, com casebres esparsos e uma popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena: os Guaianazes,<br \/>\nmaioria morta pelos bandeirantes. O bairro urbanamente se expandiu e passou a existir como tal a partir da instala\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Jafet, da linha do trem e das f\u00e1bricas. A primeira f\u00e1brica<\/p>\n<p>foi a Fia\u00e7\u00e3o, Tecelagem e Estamparia, cuja inaugura\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1907. No mesmo ano, os ingleses trouxeram sua f\u00e1brica de linhas, ativa at\u00e9 hoje: Coats Corrente. Em 1920, o Ipiranga tinha por volta de 12 mil habitantes, e seguramente boa parte vivia nas regi\u00f5es entre as ruas do Fico e Xavier Curado.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo foi desenhada em zonas de exclus\u00e3o e de classe social. Enquanto os pobres viviam pr\u00f3ximos \u00e0s v\u00e1rzeas dos rios, os ricos situavam-se na regi\u00e3o da Paulista ou, no caso do Ipiranga, na parte alta pr\u00f3xima ao Museu, local onde os Jafet constru\u00edram seus palacetes, por exemplo. Do alto se avista e controla. E no Ipiranga isso \u00e9 fato not\u00f3rio: da mans\u00e3o no alto da Rua Bom Pastor se v\u00ea (e vigia) a Fia\u00e7\u00e3o na Rua dos Patriotas e as casas dos oper\u00e1rios, perto do c\u00f3rrego. O ge\u00f3grafo Amir de Paula possui pesquisa sobre S\u00e3o Paulo e, em um texto de 2017 denominado \u201cOs oper\u00e1rios fizeram hist\u00f3ria&#8230; E tamb\u00e9m geografia\u201d publicado no livro A greve geral de 2017: perspectivas anarquistas, (Biblio-<br \/>\nteca Terra Livre, 2017), comenta:<\/p>\n<p>\u201cOs pobres morando nas regi\u00f5es de v\u00e1rzeas, industriais, polu\u00eddas, \u2018anti-higi\u00eanicas\u2019 e os ricos nas colinas, na regi\u00e3o de ar mais puro, pode-se dizer uma regi\u00e3o mais \u2018higi\u00eanica\u2019 (um desses bairros, Higien\u00f3polis, ilustra bem essa \u2018fuga\u2019 das elites das regi\u00f5es mais pobres em busca dos lugares mais \u2018salubres\u2019).\u201d<\/p>\n<p><strong>\u00c1GUA VERMELHA<\/strong><\/p>\n<p>No ano de 2017 iniciei o envio de projetos ao Sesc Ipiranga, na \u00e9poca enviei um extrato do Arquivo 17 (projeto expositivo sobre a Greve Geral de 1917), depois, em 2018, mandei um projeto de caminhada pelo bairro onde a Mulher do Canto Esquerdo contava a hist\u00f3ria de onde viveu. Felizmente em 2019 realizamos o projeto Publica\u00e7\u00e3o-Mem\u00f3ria, que envolveu aulas te\u00f3ricas sobre publica\u00e7\u00f5es, caminhada pelo bairro e todas as etapas de produ\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de um peri\u00f3dico. O curso uniu duas vontades antigas: realizar um curso no Ipiranga, devolvendo para o bairro a minha pesquisa de anos e anos, e formar uma equipe editorial presencial para fazermos um jornal, com conversas sobre produ\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O peri\u00f3dico que voc\u00eas t\u00eam em m\u00e3os foi produzido por seis mulheres, em quatro encontros no Espa\u00e7o de Tecnologia e Arte do Sesc. A pauta proposta foi ao encontro das diversas camadas de mem\u00f3ria que constru\u00edram o bairro, com suas zonas de afeto, segrega\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia. O afeto pode ser sentido quando se retorna \u00e0 rua em que se cresceu e ao relembrar do caminho trilhado na vida (como \u00e9 o caso do texto da Mariana Molina), por\u00e9m a viol\u00eancia ainda est\u00e1 presente quando se fala de repress\u00e3o aos oper\u00e1rios e aos corpos das mulheres. Ao caminharmos juntas pela rua onde fica o Sesc, contei a todas sobre o Asilo Bom Pastor, criado no final do s\u00e9culo XIX. O lugar, um dos primeiros equipamentos de assist\u00eancia social do bairro, servia para \u201cabrigar\u201d mo\u00e7as que eram consideradas \u201cvergonhosas\u201d para uma sociedade que n\u00e3o entendia liberdade sexual como um<br \/>\natributo feminino (o assunto foi trabalhado no texto de L\u00edgia Marinho). Na \u00e9poca do asilo, o rio era curvo e co diversos pontos alagadi\u00e7os. H\u00e1 u Ipiranga antes e depois da retifica\u00e7\u00e3o do Tamanduate\u00ed e isso \u00e9 tema aqui, tanto na capa e no mapa feitos por Nara Col\u00f3 Rosetto quanto na chuva e alagamento ocorridos no Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia (retratados no texto de Laura Torelli). Pesquisas de arquivo de documentos e filmes que realizei por vinte anos se juntaram aos \u00e1lbuns de fam\u00edlia de Vanessa Frederico e Gabriela Brancaglion (p\u00e1ginas quatro e cinco).<\/p>\n<p>\u00c1gua Vermelha \u00e9 tamb\u00e9m parte do projeto Jornal de Borda, que existe desde 2015, e, para a parte gr\u00e1fica, a companheira de viagem desta edi\u00e7\u00e3o foi Gabriela Brancaglion. O texto que voc\u00ea l\u00ea e todos os demais foram revisados por L\u00edgia Marinho, que sentou ao lado de cada autora e conversou sobre seus sujeitos, verbos e predicados empregados.<\/p>\n<p>Leitoras e leitores, aqui est\u00e1 o \u00c1gua Vermelha para voc\u00eas. <a href=\"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/SESC.SIM_.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">PDF AQUI<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" style=\"background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);\" data-instgrm-captioned=\"\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/B6DUYXMHQWm\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"12\">\n<div style=\"padding: 16px;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: row; align-items: center;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;\"><\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"padding: 19% 0;\"><\/div>\n<div style=\"display: block; height: 50px; margin: 0 auto 12px; width: 50px;\"><\/div>\n<div style=\"padding-top: 8px;\">\n<div style=\"color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;\">Ver essa foto no Instagram<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"padding: 12.5% 0;\"><\/div>\n<div style=\"display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;\">\n<div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"margin-left: 8px;\">\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;\"><\/div>\n<div style=\"width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg);\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"margin-left: auto;\">\n<div style=\"width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);\"><\/div>\n<div style=\"background-color: #f4f4f4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);\"><\/div>\n<div style=\"width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 8px 0 0 0; padding: 0 4px;\"><a style=\"color: #000; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none; word-wrap: break-word;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/B6DUYXMHQWm\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ele chegou: \u00c1gua Vermelha \u00e9 Jornal de Borda n\u00famero 08. Ele traz um pouco da nossa rela\u00e7\u00e3o com o bairro do Ipiranga e foi feito ao longo de quatro encontros no @sescipiranga com uma equipe de mulheres, \ud83d\ude42 Quarta-feira vamos perambular pelo Sesc distribuindo. Ali\u00e1s, estamos com a semana cheia, roda as imagens que na \u00faltima tem nossa agenda. #jornaldeborda #euleioaguavermelha #bairrodoipiranga #riotamanduatei #margensplacidas #assinejornaldeborda #jornal #culturavisual #feminismo #fotosantigas<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;\">Uma publica\u00e7\u00e3o compartilhada por <a style=\"color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/jornaldeborda\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> Jornal de Borda<\/a> (@jornaldeborda) em <time style=\"font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px;\" datetime=\"2019-12-14T11:52:55+00:00\">14 de Dez, 2019 \u00e0s 3:52 PST<\/time><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Jornal de Borda 08 chama-se \u00c1gua Vermelha. Ele foi constru\u00eddo ao longo de quatro encontros no SESC Ipiranga, entre novembro e dezembro de 2019 no curso Publica\u00e7\u00e3o- Mem\u00f3ria no Espa\u00e7o de Tecnologia e Arte. \u00c1gua Vermelha, edi\u00e7\u00e3o especial Ipiranga de Jornal de Borda n. 08, ISSN 23593954, dezembro de 2019. Concep\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o: Fernanda &#8230; <a title=\"Edi\u00e7\u00e3o 08\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/edicao-08\/\" aria-label=\"More on Edi\u00e7\u00e3o 08\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1291","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1291"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1292,"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1291\/revisions\/1292"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fernandagrigolin.com\/jornaldeborda\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}